sábado, 31 de outubro de 2009

Duelo 22: Filmes dublados x Filmes legendados

Algumas pessoas preferem ver filmes sem precisar parar de seguir as imagens para ler as letras, outras não se importam, pois prezam pela originalidade do áudio.

Entretando, para qualquer pessoa no geral, o que é melhor: ver filmes legendados ou filmes dublados?

Round 1: Aprendizado

Antes que você despreze os filmes dublados nesse aspecto, vamos analisar os fatos com calma. É claro que os filmes legendados fazem com que você aprenda melhor a sua capacidade de escutar em outras linguas, ainda mais quando se está estudando a lingua falada no filme. Isso é um grande avanço para pessoas que não tem muito material de escuta para línguas muito específicas. Entretanto, a dublagem permite que estrangeiros que estão aprendendo português, treinem mais a nossa língua, afinal de contas, fora do Brasil é muito difícil de se achar material e, se não fosse a possibilidade de se trocar a dublagem de um filme para português, essa dificuldade seria ainda maior. Contudo, ler as legendas, faz com que seu cérebro associe a leitura e a interpretação de forma mais prática. Está vendo, vitória apertada das legendas nesse round.

Round 2: Qualidade do filme

Um filme é composto por imagens e áudio. Enquanto na dublagem temos a perda quase que total do áudio original, nas legendas podemos ter a perda da imagem. Acredite, isso é possível! Há duas décadas atrás, as legendas vinham na cor amarela ou com as letras brancas e com fundo delas preto. Isso fazia com que detalhes importantes na tela pudessem ser perdidos. Dessa forma, as legendas atualmente são menos densas, e na cor branca. Mas ainda sim é uma perda. Em filmes de mostra por exemplo, é possível ler cerca de três linhas de legendas na tela, cada uma delas em uma língua diferente. Sendo assim, nesse caso, vamos dar um empate.

Round 3: Democratização do filme

Antes que você aposte suas fichas nos filmes dublados agora, vamos dar um pouco mais de crédito aos filmes legendados. Todo filme passado no Brasil é selecionado e distribuído a partir de uma triagem complicada. No final dessa triagem, milhares de filmes por ano, deixam de estreiar no Brasil por uma questão de mercado. Cabem às mostras de cinemas ou aos internautas diponibilizarem esses filmes... legendados. Afinal de contas, ninguém quer tentar uma versão caseira de dublagem a la "feira da fruta", certo? Filmes estrangeiros ou que nunca chegaram ao Brasil tem seu acesso facilitado graças a possibilidade de se legendar os filmes. Mas e se fossem dublados independentemente? A democratização seria maior ainda - pelo menos aqui no Brasil. Uma grande parte da população ainda não sabe ler, sendo assim, o filme dublado seria um ganho. Quer números? Segundo uma pesquisa do Datafolha, 56% dos frequentadores de cinemas preferem filmes dublados. A dublagem aproxima mais as pessoas do cinema e de bons filmes, isso é fato.Vitória da dublagem.

Round 4: Fidelidade

Nos filmes legendados é possível encontrar o problema da tradução mal feita. Alem do mais, a língua falada é um pouco diferente da língua escrita. É complicado passar emoção para a escrita. Muitas vezes fica a cargo do espectador interpretar a cena - o que pode gerar confusão. Porém, com a dublagem, os erros de tradução ainda podem ocorrer - mesmo que os erros de interpretação sejam menores. Os dubladores assumem a função de atores, pois precisam interpretar o personagem na tela para poderem passar a mesma emoção. A questão é: eles estão a altura? Alguns sim (até são eternizados), mas outros... Nesse caso, vitória da legenda.

Resultado Final Legendados 3 x 2 Dublados
A diferença não foi tão grande, mas com certeza, se você se importa em ver e ouvir o ator e, interpretar melhor o que ele quis dizer em alguma cena, escolha as legendas.

Agora uma curiosidade: um dos países que mais odeia filmes legendados são os Estados Unidos. Por incrível que pareça. Mas nesse caso, eles não fazem dublagem, eles fazem versões estadunienses, como por exemplo: Rec, Vanilla Sky e Violência Gratuíta. Alguns novos projetos de versões refeitas são "Oldboy" (original coreano) e "Deixe ela entrar" (original sueco)

As maiores personalidades dos games -Veja lista completa aqui

Ranking
Melhores de: 2007, 2008.

Duelos

33ª Mostra de Cinema de São Paulo - O último dançarino de Mao

Aos 11 anos, Li Cunxin foi tirado de uma pobre aldeia chinesa para estudar balé na escola de dança de Madame Mao, em Pequim.

Em 1979, ele consegue entrar para a Companhia Houston Ballet durante um intercâmbio cultural no Texas, onde começa uma vida nova e livre.

Os oficiais chineses tentam levá-lo de volta à China, mas manobras legais e o casamento com uma bailarina americana conseguem mantê-lo nos EUA. Para lutar pelos seus sonhos, porém, ele terá de abandonar para sempre sua família.

O filme é baseado no obra "Adeus China - O último bailarino de Mao" e é também, uma autobiografia de Cunxin.

Pontos fortes: O filme é excelente! Do passado de Cunxin até o seu ápice como bailarino na companhia de Huston tornam o filme fantástico. Aliás, a palavra "fantástico" é realmente uma chave na história.

Pontos fracos: O filme é um pouco previsível e mesmo se tratando de uma autobiografia, é uma história comum do lixo ao luxo, sem muitas variações.

Nível de subjetividade: Baixo

Probabilidade de sair no circuito comercial: Média

Nota [Escala 1- 5]: 5,0

Sinopse e Trailer

33ª Mostra de Cinema de São Paulo - Independência

Filipinas, início do século XX. Os sons de guerra indicam a chegada dos americanos. Uma mãe idosa e seu filho fogem para as montanhas, esperando por uma vida tranquila.

Um dia, o filho descobre uma mulher ferida no meio da floresta, e decide levá-la para casa. Passam-se os anos, a mãe morre e a mulher dá a luz a uma criança.

O homem, a mulher resgatada e a criança vivem em total isolamento do caos crescente em todo o país. Mas uma tempestade logo ameaça suas rotinas, e as tropas americanas se aproximam.

Pontos fortes: A estética do filme é proposital e incrivelmente única, aumentando ainda mais a sensação de isolamento da família.

Pontos fracos: Alguém me diz porque é tão difícil manter uma criança dentro de casa? Talvez essa tenha problemas de sonambulismo... vai saber.

Nível de subjetividade: Alto

Probabilidade de sair no circuito comercial: Baixa

Nota [Escala 1- 5]: 3,0

33ª Mostra de Cinema de São Paulo - Aquiles e a Tartaruga

Machisu, filho único de um rico colecionador, tem amor pela pintura desde criança. Incentivado pelos elogios de um famoso artista amigo do pai, ele sonha em se tornar pintor. Começa a pintar todo dia e em todo lugar, até nas aulas, para o desespero dos professores.

Quando acontece uma tragédia, Machisu se vê órfão e desamparado, mas ainda com uma paixão incomparável pela arte. Ao chegar à meia-idade, ele ainda não conseguiu vender um único quadro, mas continua se dedicando com o apoio da esposa, Sachiko, sua parceira artística. A cada novo quadro, Machisu tenta alcançar níveis maiores de inspiração.

Louco para ser reconhecido como artista, faz esforços criativos que ultrapassam os limites tolerados por seus vizinhos e até pela filha adolescente, Mari. Será que um dia Aquiles vai alcançar a tartaruga?

O filme se desenrola na busca do reconhecimento e da arte perfeita - mas quando é possível alcançar a perfeição?

Pontos fortes: Filme muito bom. Com um ritmo excelente, é possível se divertir muito acompanhando a tragetória de Machisu. Um outra boa razão: o filme é do Kitano!

Pontos fracos: Talvez o objetivo fosse esse mas só é possível gostar de Machisu quando ele já é velho (e interpretado por Kitano), nas outras fases, é comum se revoltar com ele.

Nível de subjetividade: Médio

Probabilidade de sair no circuito comercial: Média

Nota [Escala 1- 5]: 4,5

Sinopse e Trailer
Crítica do omelete

33ª Mostra de Cinema de São Paulo - Selvagens

Quando um recipiente de conteúdo não identificado vindo do mar aporta em um beco sem saída na Inglaterra, os moradores mergulham em um mundo horripilante de violência, terror e paranoia.

Enquanto os militares decretam quarentena, uma mãe solteira deve superar todas as dificuldades para salvar sua filha.

Esse é um daqueles filmes que misturam monstros, soldados malvados, a mãe em busca do perdão e da redenção e, alguns outros clichês.

Pontos fortes: O filme inicia-se bem e com um suspense bem forte. É possível levar bons sustos.

Pontos fracos: Sabe aquele típico filme "fim de noite" ou "sessão corujão"? Também pode se enquadrar naquele filme "não saia sozinha", "atrás de você". O pior foi que o filme fica estranho na sua terceira parte.

Nível de subjetividade: Baixo

Probabilidade de sair no circuito comercial: Baixa

Nota [Escala 1- 5]: 2,5
Sinopse e Trailer

33ª Mostra de Cinema de São Paulo - Tokyo!

Três diretores examinam a natureza nada típica e inesquecível da megalópole japonesa que não para de crescer.

Em Interior Design, de Michel Gondry, um jovem casal tenta se ajustar na cidade de Tóquio. O homem tem uma ambição muito clara, ser diretor de cinema; já sua namorada, mais indecisa, não consegue se livrar do sentimento de que perdeu o controle da própria vida.

Em Merde, de Leos Carax, uma criatura misteriosa espalha o pânico pelas ruas de Tóquio, por meio de seu comportamento provocante e destrutivo.

Em Shaking Tokyo, do sul-coreano Bon Joonh Ho, por mais de dez anos um rapaz tem sido um hikikomori (pessoa que vive totalmente isolada dentro de sua casa). O contato com o mundo exterior é mínimo. Até que uma jovem entregadora de pizza vai ao apartamento, e um grande terremoto atinge a cidade. O inesperado acontece e eles se apaixonam.

Pontos fortes: O filme é uma espécie de crítica - e em poucos momentos funcionando como apologia - com relação a sociedade japonesa.

Pontos fracos: Nenhum dos diretores são japoneses, sendo assim, fica-se na dúvida quanto a proximidade da realidade.

Numa escala geral, o terceiro curta é o melhor, o segundo médio e o primeiro mais fraco.

Nível de subjetividade: Alto

Probabilidade de sair no circuito comercial: Alta

Nota [Escala 1- 5]: 4,0

Crítica do Omelete
Trailer e Sinopse

33ª Mostra de Cinema de São Paulo - Tudo que nos cerca

No ambiente de trabalho, Kanao, responsável pela produção de retratos falados em um tribunal, observa em silêncio os grandes crimes, os escândalos dos anos 90 e a perda de valores da sociedade japonesa.

Em casa, ele desfruta das alegrias do casamento e calmamente acompanha a primeira gravidez de sua mulher. Quando a criança morre, o casal fica abalado com a tragédia, mas Kanao precisa dar apoio à esposa para que ela não afunde em depressão.

Enquanto eles resistem, o sentimento de esperança aos poucos ressurge, e a história de amor do casal mais uma vez ganha vida.

Pontos fortes: O filme aborda aspectos da natureza humana de forma muito bacana aproveitando-se de diversos simbolismos japoneses religiosos e culturais.

Pontos fracos: Como muitos filmes japoneses, certas abordagens se tornam desnecessárias enquanto outras, passam batidas.

Nível de subjetividade: Baixo

Probabilidade de sair no circuito comercial: Baixa

Nota [Escala 1- 5]: 3,5

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Animê Ghost in the Shell virará filme!

Segundo o fórum Mangahelpers.com, o animê Ghost in the Shell virará um longa em Live Action (com atores reais).

O projeto é tocado pela Dreamworks e a história será baseada no longa animado lançado em 1995. O projeto está em fase de roteirização.

Vamos aguardar.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

33ª Mostra de Cinema de São Paulo - Colin

Colin é mordido por um zumbi e morre. Ele retorna como morto-vivo e se aventura em um mundo novo e selvagem, tomado por zumbis que invadem as ruas e provocam um apocalipse. Para sobreviver, Colin enfrenta outros da mesma espécie, além da ação dos humanos que sobreviveram.

"O diretor utilizou redes sociais como Facebook, MySpace e YouTube para encontrar colaboradores voluntários que aceitassem participar de seu filme, que teve um orçamento de apenas 70 dólares." (site da mostra)

Isso mesmo: apenas 70 dólares! Um filme muito interessante em vários aspectos.

Pontos fortes: O filme nada mais é do que a visão de um zumbi. Filmado com um orçamento baixíssimo, o filme é uma boa pedida. A história conforme avança melhora, tornando Colin um personagem mais fácil de se identificar.

Pontos fracos: Colin no começo não é tão bacana assim, essa imagem só é corrigida no decorrer do filme. É possível perceber repetição de cenários.

No final das contas, é um daqueles filmes que provavelmente não darão as caras por aqui no circuito comercial.

Nível de subjetividade: Médio

Probabilidade de sair no circuito comercial: Baixa

Nota [Escala 1- 5]: 4,0

Crítica do omelete
Sinopse e Trailer

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

33ª Mostra de Cinema de São Paulo - Coco Chanel e Igor Stravinsky

Coco Chanel, devotada a seu trabalho e apaixonada pelo charmoso e bem sucedido Arthur ‘Boy’ Capel, comparece ao Théâtre des Champs-Élysées, onde Igor Stravinsky mostra pela primeira vez a sinfonia A Sagração da Primavera.

Ela se encanta pela música, mas o público vaia uma obra revolucionária e moderna para seu tempo. Sete anos mais tarde, Coco e Igor se reencontram em situações opostas.

Ela agora é uma estilista famosa, rica e respeitada, e vive a dor da morte de ‘Boy’, enquanto ele vive em exílio na França após a Revolução Russa. A atração entre os dois é imediata. Coco o convida para se hospedar em sua casa de campo para compor; Igor aceita e muda-se com a mulher e filhos. Um intenso romance então se inicia entre os dois artistas na fase mais criativa de suas carreiras.

Primeiro, não confunda esse filme de Coco Chanel com o filme "Coco antes de Chanel". Segundo, não espere um filme que conte todos os detalhes da vida desses personagens.

Esse filme aborda um momento da vida de Coco Chanel, talvez um dos mais intensos.

Pontos fortes: O filme mostra diversas quebras de paradigmas que a arte de modo geral causou na França no início do século XX. Em contra partida, o filme é forte e intenso.

Pontos fracos: O trabalho de Coco por incrível que pareça ficou em segundo plano em alguns momentos.

Nível de subjetividade: Médio

Probabilidade de sair no circuito comercial: Média

Nota [Escala 1- 5]: 4,5

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