segunda-feira, 6 de abril de 2015

The Order 1886 - Review


Confesso que quando vi o trailer de The Order pela primeira vez, não me animei muito. Talvez na época estivesse esperando um anúncio mais bombástico como Uncharted 4 ou God of War 4 para o playstation 4.


Porém, conforme os meses foram passando e novos vídeos foram sendo publicados (Gameplay com mais de vinte minutos) a vontade de adentrar na Inglaterra Vitoriana Cyber Punk começou a aparecer.

Os gráficos estavam lindo e a ação parecia única. Pouco antes do lançamento, eu já havia sido fisgado.

Gráficos Gráficos e.. acabou

O game é um filme! Dignos daqueles sonhos de criança em imaginar controlar um filme. As expressões, movimentações, texturas, luz, efeito são perfeitos. Não há falhas! Tudo devidamente orquestrado para estar lá. 

Cada objeto vasculhado, cada cut scene, tudo foi deliberadamente e insanamente tratadas de maneira perfeita. É um game lindo!

Porém, conforme o jogo avança, é possível perceber um certo conformismo e entrega ao clichê na história, as cenas de ações passam se tornam engessadas e os personagens nem tão carismáticos (ou humanos) como o gráfico propunha.

Em questão de minutos, o game se torna chato... A AI do jogo se torna repetitiva e burlável. Os temidos lobisomens são mais fáceis de se matar do que qualquer vira-lata de Resident Evil.

Após algumas horas, a história promete e quando finalmente se mostra capaz de se desenrolar, o game acaba. Injustamente! Sem necessidade para jogar novamente. Sem nenhuma oferta a mais. 7 horas (talvez um pouco mais) encerradas como um coito interrompido.

Gráfico é um dos mais bonitos vistos até hoje

Veredito

The order é um game-teste.. Feito para entender a aceitação dos fãs e como a plataforma gráfica iria se comportar. O feedback pode ter sido uma resposta excelente tecnicamente, mas para o público não deixa de ser uma compra questionável.

Enquanto Skyrim ou Assassin´s Creed tentam entregar produtos com horas de diversão e imersão, The order 1886 entrega uma demonstração. Talvez o game mais bonito feito até hoje na história dos videogames, mas ainda sim, uma demo. Melhor encarar como uma boa prévia do que vem nessa geração.


Plataforma: PS4

Desenvolvedora: Ready at Down
O melhor: Gráficos
O pior: Produto entregue pela metade
Nota (1-5): 2,5


Lobisomens... uma ameaça nem tão assustadora assim
Ação promete

Melhores de 2014

Pessoal, devido à alguns compromissos pessoais, o blog tem ficado um pouco afastado. Mas para não perder o costume e nem deixar a memória apagar, aqui vai os melhores de 2014. Demorou... mas saiu :)


Atenção pois esse post tem Spoilers de Garota Exemplar e Game of Thrones

Melhor HQ



Melhor Dupla ou Casal



Melhor Equipe


Melhor Game

Melhor Herói


Melhor Vilão


Melhor Animação


Melhor Terror

Melhor Filme Cult

Melhor Comédia
Melhor Blockbuster


 O pior do ano...





quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Você já ouviu falar do Wilhelm scream?

Se não ouviu falar sobre ele provavelmente já deve ter ouvido ele gritar em filmes e desenhos animados como Pica pau e Pernalonga.

Tudo começou em 1953 no filme The Charge at Feather River, onde o ator e cantor Shed Wooley é atingido por uma flecha em cima de seu cavalo. O personagem, Wilhelm solta um grito que foi arquivado na biblioteca de sons da Warner para ser utilizado no mesmo filme, algumas vezes mais.

 A partir disso, o grito foi utilizado como uma piada interna em diversos filmes, desenhos, programas de TV e até games (em Dantes Inferno, ao Absolver os inimigos comuns, é possível ouvir um grito bem próximo do de Wilhelm). O grito é famoso, e com certeza você conhecerá. Em 2011 foram identificadas mais de 225 mídias e alguns filmes como Star Wars e Indiana Jones contem mais de uma no mesmo filme.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Games Review - Assassins Creed Rogue

Novo AC aposta em abordar o mundo dos templários na despedida da geração PS3 e X360.

Um ano após o lançamento de Assassin’s Creed 4 Black Flag e em meio à empolgação pelo novo Assassin´s Creed Unity (exclusivo para as novas gerações), chega o inesperado Assassin´s Creed Rogue, o ultimo game da franquia para uma grande geração que se despede – ou um prêmio de consolação.

E da mesma forma que o game surge no mundo real de forma ofuscada, assim também é sua história, que tenta recriar a pouco conhecida Guerra dos 7 Anos acompanhando Shay, um ex-assassino que ‘trai’ sua irmandade, unindo-se aos inimigos templários, para evitar que uma tragédia maior aconteça. O game é muito bom em mostrar a ambiguidade de sentimentos mas peca em recriar os mesmos modelos do game anterior em uma tentativa de ser importante. A tragetória de Shay não consegue trazer a mesma importância e carisma de Edward Kenway, e acaba sendo ok – sem armas novas, sem jogabilidade nova, sem nada novo.

Porém o game conta com algumas novidades como três amplos cenários, incluindo parte dos lagos do hemisfério norte, o atlântico norte com geleiras e diversos locais para exploração e, adicionalmente, traz uma NY divertida e cheia de pontos interessantes. Existem reconstruções para fazer, fortes para ocupar – tanto nos moldes de Brotherhood quanto de AC4 – contratos de assassinato, navios, aumento de renda no banco entre muitas coisas para fazer – algo mais do que um “AC com gelo”, talvez para substituir a ausência de um mundo online.

Na história principal, aos poucos você precisa eliminar aqueles assassinos dos quais te treinaram, utilizando técnicas parecidas. E por isso, não chega a ser 100% descartável. Ela faz uma ponte entre AC 4 e AC3 (que se passam cronologicamente nessa ordem) e encerra em um gancho muito legal com AC Unity. Adicionalmente fecha algumas pontas soltas de personagens de outros games e adiciona bons momentos de ação (você vai querer jogar a fase de Lisboa).

Mas no fim, Shay não é nem pirata, nem assassino, nem templário, nem vilão. Tem boas intenções, mas é ofuscado por Edward Kenway. Tem os mesmos itens (mesmo que de formas diferentes) e não tem nada de adicional. “Quem diria que Shay poderia ser tão interessante?”, narram fora do Animus. Sim, ele é, mas seus objetivos, seus sonhos e seu papel, são apenas inspirações de um futuro e uma história melhor. São fantasmas de Assassin´s Creeds melhores, sem uma essência própria.

No final, fica uma mágoa e a vontade de querer jogar de novo Black Flag, simplesmente porque é mais legal, simples assim.



Plataforma: Xbox 360, PS3
Desenvolvedora: Ubisoft
O melhor: Compilação do melhor de Assassin´s Creed 3 e 4
O pior: Você vai se esquecer desse game
Nota (1-5): 3,0
O alvo agora são assassinos
O visual ainda é surpreendente e toma o ártico como cenário principal

Shay luta para conquistar seu espaço entre grandes personagens como Ezio, Edward, Altair e Connor

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Video Game Awards 2014

E a lista do VGA 2014 saiu e surpreendeu pelas indicações e premiações. E ai, o que acharam dos resultados?

Jogo do Ano
Bayonetta 2 (Platinum Games/Nintendo)
Dark Souls II (From Software/Bandai-Namco Games)
Dragon Age: Inquisition (Bioware/EA)
Hearthstone (Blizzard)
Middle-earth: Shadow of Mordor (Monolith/WBIE)

Desenvolvedora do Ano
Blizzard
Monolith
Nintendo
Telltale Games
Ubisoft Montreal

Melhor Jogo Independente
Broken Age: Act I (Double Fine Productions)
Monument Valley (Ustwo)
Shovel Knight (Yacht Club Games)
Transistor (Supergiant Games)
The Vanishing of Ethan Carter (The Astronauts)

Melhor Jogo para Mobile/Portátil
Bravely Default (Silicon Studio/Square-Enix/Nintendo)
Hearthstone (Blizzard)
Monument Valley (Ustwo)
Super Smash Bros. 3DS (Sora Ltd/Bandai-Namco Games/Nintendo)
Threes! (Sirvo)

Melhor Roteiro
South Park: The Stick of Truth (Obsidian/Ubisoft)
The Walking Dead, Season Two (Telltale Games)
The Wolf Among Us (Telltale Games)
Valiant Hearts: The Great War (Ubisoft Montpellier/Ubisoft)
Wolfenstein: The New Order (MachineGames/Bethesda)

Melhor Trilha Sonora
Alien: Isolation (Joe Henson and Alexis Smith/The Creative Assembly)
  Child of Light (Coeur de pirate/Ubisoft Montreal)
Destiny (Marty O'Donnell/Bungie)
Sunset Overdrive (Boris Salchow/Insomniac Games)
Transistor (Darren Korb/Supergiant Games)

Melhor Atuação
Adam Harrington como Bigby Wolf, The Wolf Among Us (Telltale Games)
Kevin Spacey como Jonathan Irons, Call of Duty: Advanced Warfare (Sledgehammer Games/Activision)
Melissa Hutchison como Clementine, The Walking Dead: Season Two (Telltale Games)
Trey Parker como várias vozes, South Park: The Stick of Truth (Ubisoft)
Troy Baker como Talion, Middle-earth: Shadow of Mordor (WBIE)

Games for Change
Never Alone (Upper One Games/E-Line Media)
The Last of Us: Left Behind (Naughty Dog/SCEA)
Mountain (David O'Reilly/Double Fine Presents)
This War of Mine (11 bit studios)
Valiant Hearts: The Great War (Ubisoft Montpellier/Ubisoft)

Melhor Jogo de Tiro
Call of Duty: Advanced Warfare (Sledgehammer/Activision)
Destiny (Bungie/Activision)
Far Cry 4 (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
Titanfall (Respawn/EA)
Wolfenstein: The New Order (MachineGames/Bethesda)

Melhor Jogo de Ação/Aventura
Alien: Isolation (Creative Assembly/Sega)
Assassin's Creed Unity (Ubisoft Montreal/Ubisoft)
Bayonetta 2 (Platinum Games/Nintendo)
Middle-earth: Shadow of Mordor (Monolith/WBIE)
Sunset Overdrive (Insomniac/Microsoft Studios)

Melhor RPG
Bravely Default (Silicon Studio/Square-Enix/Nintendo)
Dark Souls II (From Software/Bandai-Namco Games)
Divinity (Larian Studios)
Dragon Age: Inquisition (Bioware/EA)
South Park: The Stick of Truth (Obsidian/Ubisoft)

Melhor Jogo de Luta
Killer Instinct: Season Two (Iron Galaxy Studios/Microsoft Studios)
Persona 4 Arena Ultimax (Arc System Works/Atlus)
Super Smash Bros. 3DS (Sora Ltd/Bandai-Namco Games/Nintendo)
Super Smash Bros. Wii U (Sora Ltd/Bandai-Namco Games/Nintendo)
Ultimate Street Fighter IV (Capcom)

Melhor Jogo para Família
Disney Infinity 2.0 (Avalanche Software/Disney Interactive Studios)
Fantasia: Music Evolved (Harmonix/Disney Interactive Studios)
Mario Kart 8 (Nintendo EAD/Nintendo)
Skylanders: Trap Team (Toys for Bob/Activision)
Tomodachi Life (Nintendo SPD/Nintendo)

Melhor Jogo de Corrida/Esportes
FIFA 15 (EA Canada/EA Sports)
Forza Horizon 2 (Playground Games/Turn 10 Studios/Microsoft Studios)
Mario Kart 8 (Nintendo EAD/Nintendo)
NBA 2K15 (Visual Concepts/2K Sports)
Trials Fusion (RedLynx/Ubisoft)

Melhor Experiência Online
Call of Duty: Advanced Warfare (Sledgehammer Games/Activision)
Dark Souls II (From Software/Bandai-Namco Games)
Destiny (Bungie/Activision)
Hearthstone (Blizzard)
Titanfall (Respawn/EA)

Melhor Versão Remasterizada
Grand Theft Auto V (Rockstar Games)
Halo: The Master Chief Collection (343/Microsoft Studios)
Pokemon Omega Ruby and Alpha Sapphire (Game Freak/The Pokemon Company/Nintendo)
The Last of Us (Naughty Dog/SCEA)
Tomb Raider: Definitive Edition (Crystal Dynamics/Square-Enix)

Jogo Mais Esperado
Batman: Arkham Knight (Rocksteady/WBIE)
Bloodborne (From Software/SCEA)
Evolve (Turtle Rock/2K Games)
The Witcher 3: Wild Hunt (CD Projekt RED/WBIE)
Uncharted 4: A Thief's End (Naughty Dog/SCEA)

Jogador de e-Sports do Ano
Martin 'Rekkles' Larsson (League of Legends)
Xu "Fy" Linsen (DOTA2)
James "Firebat" Kostesich (Hearthstone)
Christopher "GeT_RiGhT" Alesund (Counter-Strike: GO)
Matt "NaDeSHoT" Haag (Call of Duty)

Time de e-Sports do Ano
Samsung White (League of Legends)
Evil Geniuses (DOTA2)
Edward Gaming (League of Legends)
Newbee (DOTA2)
Ninjas in Pajamas (Counter-Strike: GO)

Melhor YouTuber
Evan "Vanoss" Fong
Jeff Gerstmann
PewDiePie
StampyLongHead
TotalBiscuit

Melhor Criação de Fãs
BEST Zelda Rap EVER!! por Egoraptor
Luigi Death Stare por CZBwoi e Rizupicorr
Mine the Diamond (Minecraft Song) por Tobuscus
Minecraft – TITAN City por Colonial Puppet
Twitch Plays Pokemon por Anonymous


Adeus Chavinho!

Apesar de estar ausente no blog não podia deixar de registrar o meu adeus ao grande Roberto Bolaños!Vai deixar saudades!



domingo, 7 de setembro de 2014

File 2014 - São Paulo


Para aqueles que curtem a Nova arte (arte eletrônica e videogames), ocorre em SP, até 5 de Outubro, no prédio da Fiesp na Av Paulista, o Festival de Linguagem Eletrônica.

Menor do que alguns anos mas igualmente interessante, a exposição reúne obras das mais variadas mídias artísticas, incluindo os games para trazer experiência sensorial única para seus visitantes além de faze-los repensar seus sentidos.

Além de contar com obras que utilizam a física e o universo digital como experiência, o local conta com um acervo de animações e games deliciosos de se jogar, como Sound Shapes e Papa & yo.

O melhor: é de graça!

Hadouken

Campo virtual



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Review - Child of Light


Arte e game se mesclam em um dos melhores games de 2014



Disponível para as plataformas atuais, a Ubisoft lançou pelo selo UbiArt o game Child of Light. O game conta a história de Aurora em um reino paralelo, Lemúria. Seu objetivo é resgatar a Lua, o Sol e as Estrelas que foram roubadas. O destino do mundo está nas mãos dela.

Por meio de um RPG simples mas bem elaborado, a história é contada e forma de poesia de forma calma e singela, como um conto de ninar. O que surpreende no jogo é o fator artístico: os gráficos parecem gravuras de um livro de contos infantis, a melodia é envolvente calma e de certo, estará no ranking das melhores melodias dos games.

Jogabilidade fluída mas com limitações
A jogabilidade do RPG é bem fluída. Em uma plataforma 2D, Aurora voa pelo cenário e conforme encontra inimigos dispara batalhas no melhor estilo japonês. A diferença conta com uma barra te tempo que pode ser interrompida. Outro fator relevante é o vaga-lume/fada Ignus que ajuda Aurora a recuperar energia, atrasar inimigos, acionar dispositivos e alcançar lugares inalcançáveis.

Os maiores pontos fracos do jogo está na limitação de ter apenas 2 personagens em combate (3 seria perfeito) e a duração curta. O game não possui tantas sidequests e é razoavelmente linear. Lemúria não oferece tantos desafios.

Veredito
O game foca em uma estrutura simples, com gráficos excelentes e está com certeza na lista dos melhores games do ano.Apesar das limitações técnicas o game merece ser jogado diversas vezes. É a prova de que arte e videogame coexistem em um único universo e se mixam sem saber onde começa um e termina o outro. Game indispensável!

Plataforma: Xbox 360, PS3, PSVita, PS4
Desenvolvedora: Ubisoft
O melhor: Estrutura, gráficos, história e trilha sonora
O pior: Batalha com 2 personagens e duração curta para m RPG
Nota (1-5): 4,5 

Gráficos que parecem ter saído de um livro

Não se engane pelos gráficos, há uma certa estratégia necessária para as batalhas
Nada muito complicado, mas precisa-se acostumar em controlar os personagens e Ignus
Algumas sidequests poderiam ter sido implementadas. Mas tudo a favor da história principal
Só não pode sair chorando... ok, pode sim. A trilha sonora é ótima!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Viajando pelo mundo 86 - O museu da guerra de Paris

Se você é uma pessoa curiosa por conhecer sobre a história militar de um país, vai querer visitar o Hotel dos Invalides em Paris na França.

O museu exibe obras, armas, uniformes, equipamentos e objetos que vão desde a idade média européia até as guerras atuais. Sem deixar de ponderar as perdas causadas com as guerras, o museu é muito rico de detalhes e é uma obra de arte por si só, pois abrigava os feridos das guerras na época da monarquia de Luis XIV.

O ingresso de 20 euros (caro!) dá direito a visitar todas as instalações e o tumulo de Napoleão Bonaparte.


Vestimenta



Cavalo branco de Napoleão... existe!
Cavaleiro da Idade Média
Tumulo de Napoleão
Nazismo como parte da exposição
Bomba!
O local é uma arte por si só
Fantástico

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